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Associação do MP apoia promotora que criticou fala sobre Deus
A Amperj, associação ligada a promotores MP-RJ, afirmou que vai acompanhar o caso e adotará as medidas que considerar necessárias. (Foto: Acterj)
Religião

Associação do MP apoia promotora que criticou fala sobre Deus

O episódio ocorreu na última sexta-feira (3), durante um encontro promovido pela Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (Acterj).
09/07/2026 15:56 Tempo estimado de leitura: 2 minutos 48 visualizações Gazeta do Povo

A Amperj, associação ligada a promotores MP-RJ, afirmou que vai acompanhar o caso e adotará as medidas que considerar necessárias. (Foto: Acterj)


A Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj) manifestou solidariedade à promotora de justiça Elayne Rodrigues, que classificou como “inconstitucional” uma manifestação religiosa realizada durante um evento em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O episódio ocorreu na última sexta-feira (3), durante um encontro promovido pela Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (Acterj). Em seu discurso, a promotora declarou sentir-se “extremamente ofendida” por uma oração evangélica realizada na abertura da programação.

“Logo no início do evento fui surpreendida por uma oração evangélica. Preciso esclarecer à organização e à associação que a fé é um direito privado e não deve ser estendida a outras pessoas em um evento público”, afirmou.

Diante da repercussão, a Amperj defendeu, em nota divulgada no dia 7, a atuação da promotora e afirmou que sua manifestação teve como objetivo reafirmar a laicidade do Estado, um dos pilares constitucionais do país. “Nesse contexto, a atuação firme, técnica e responsável de seus membros constitui uma garantia à sociedade e não pode ser objeto de ataques indevidos ou interpretações distorcidas”, destacou a entidade.

A associação também informou que acompanhará os desdobramentos do caso, adotando as medidas que considerar necessárias.

Até o momento, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) não se manifestou sobre o caso.

Especialistas discordam de "inconstitucionalidade"

Especialistas consultados pela Gazeta do Povo afirmaram que manifestações religiosas em espaços públicos, por si só, não configuram inconstitucionalidade, como sugeriu a promotora.

 “Da mesma forma que os evangélicos não podem impor a essa promotora a obrigação de rezar junto com eles, ela não pode impor aos evangélicos o impedimento de rezar”, explicou André Marsiglia, advogado especialista em liberdade de expressão.

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