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Pastor de MG é uma das vítimas dos terremotos na Venezuela, diz família
Romildo e Carlha — Foto: Reprodução/Redes Sociais
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Pastor de MG é uma das vítimas dos terremotos na Venezuela, diz família

Romildo Batista de Lima, de 69 anos, foi atingido por uma parede ao tentar se proteger durante o terremoto. A informação foi confirmada pela esposa Carlha Nacarid à família do brasileiro.
27/06/2026 01:49 Tempo estimado de leitura: 5 minutos 35 visualizações G1

Romildo e Carlha — Foto: Reprodução/Redes Sociais


O pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, morador de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, está entre as vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24). A morte foi confirmada à família pela esposa dele, Carlha Nacarid. A informação foi repassada ao g1 pela sobrinha, Jhulya Ribeiro de Lima.

Segundo Jhulya, Carlha relatou que o marido morreu depois que uma parede desabou sobre ele enquanto o casal tentava se proteger do terremoto.

“Ela nos disse que quando o terremoto começou eles tentaram correr e a parede caiu sobre eles. Meu tio chegou a ser resgatado junto da Carlha ainda com vida, porém morreu no hospital. A esposa dele [Carlha] teve uma fratura na bacia e permanece internada” afirmou Jhulya.

O g1 entrou em contato com o Itamaraty para confirmar se Romildo é uma das mortes de brasileiros já identificada pelo ministério.

Em nota, o Itamaraty informou que devido ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga ou confirma informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros.

Na quarta, o governo federal confirmou a morte de dois brasileiros, um homem e uma mulher, que não tiveram as identidades reveladas.

"O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O MRE informa estar prestando assistência consular às famílias das vítimas".

O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu nesta sexta-feira (26) para 920 pessoas, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano. O novo balanço também afirma que há 2.980 feridos.

Quem era o pastor

Pastor de MG é uma das vítimas dos terremotos na Venezuela, diz família

Romildo Batista de Lima, de 69 anos, foi atingido por uma parede ao tentar se proteger durante o terremoto. A informação foi confirmada pela esposa Carlha Nacarid à família do brasileiro.

O pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, morador de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, está entre as vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24). A morte foi confirmada à família pela esposa dele, Carlha Nacarid. A informação foi repassada ao g1 pela sobrinha, Jhulya Ribeiro de Lima.

 Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

Segundo Jhulya, Carlha relatou que o marido morreu depois que uma parede desabou sobre ele enquanto o casal tentava se proteger do terremoto.

“Ela nos disse que quando o terremoto começou eles tentaram correr e a parede caiu sobre eles. Meu tio chegou a ser resgatado junto da Carlha ainda com vida, porém morreu no hospital. A esposa dele [Carlha] teve uma fratura na bacia e permanece internada” afirmou Jhulya.

O g1 entrou em contato com o Itamaraty para confirmar se Romildo é uma das mortes de brasileiros já identificada pelo ministério.

Em nota, o Itamaraty informou que devido ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga ou confirma informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros.

Na quarta, o governo federal confirmou a morte de dois brasileiros, um homem e uma mulher, que não tiveram as identidades reveladas.

"O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O MRE informa estar prestando assistência consular às famílias das vítimas".

O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu nesta sexta-feira (26) para 920 pessoas, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano. O novo balanço também afirma que há 2.980 feridos.

Natural de Chapada de Minas (MG), Romildo morava em Uberlândia há mais de dez anos. Recentemente, ele viajou para a Venezuela para visitar a família da esposa, Carlha Nacarid, que é venezuelana.

Segundo Carlha, quando o terremoto começou na noite de quarta-feira (24), o casal correu para buscar abrigo, mas uma parede caiu sobre os dois. Romildo foi socorrido e levado para um hospital, porém não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada de quinta-feira (25).

Carlha sobreviveu ao desabamento e segue internada. Segundo a família, ela está muito abalada.

"Meu tio era uma pessoa muito boa, uma pessoa radiante, que adorava viajar e aproveitar a vida. É muito triste ver pessoas assim perderem a vida dessa forma", lamentou Jhulya.

Romildo completou 69 anos no último dia 21.

Família enfrenta dificuldades para trazer corpo ao Brasil

A família de Romildo no Brasil soube do que havia acontecido de forma inesperada. A irmã dele viu uma reportagem na televisão sobre o terremoto na Venezuela e tentou entrar em contato com o casal.

Inicialmente, ela não conseguiu falar com eles, porque o celular havia sido perdido durante o desastre. Horas depois, Carlha conseguiu restabelecer o contato e contou o que tinha acontecido.

Desde então, os parentes enfrentam dificuldades para trazer o corpo de Romildo para o Brasil. Segundo a família, eles procuraram o Consulado para receber orientações sobre o traslado, mas ainda não tiveram uma resposta definitiva.

Até esta sexta, a família também não havia recebido a certidão de óbito.

"Seguimos sem resposta. É muito desesperador porque queremos trazer meu tio, principalmente para fazer um velório digno para ele. Eles ficam jogando o contato um para o outro", finalizou a sobrinha.

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